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Obra da usina hidrelétrica de Furnas

A criação da Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás) foi proposta em 1954 pelo presidente Getúlio Vargas. O projeto enfrentou grande oposição e só foi aprovado após sete anos de tramitação no Congresso Nacional. Em 25 de abril de 1961, o presidente Jânio Quadros assinou a Lei 3.890-A, autorizando a União a constituir a Eletrobrás. A instalação da empresa ocorreu oficialmente no dia 11 de junho de 1962, em sessão solene do Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica (Cnaee), no Palácio Laranjeiras, no Rio de Janeiro, com a presença do presidente João Goulart (foto).

A Eletrobrás recebeu a atribuição de promover estudos, projetos de construção e operação de usinas geradoras, linhas de transmissão e subestações destinadas ao suprimento de energia elétrica do país. A nova empresa passou a contribuir decisivamente para a expansão da oferta de energia elétrica e o desenvolvimento do país.

As reformas institucionais e as privatizações na década de 1990 acarretaram a perda de algumas funções da estatal e mudanças no perfil da Eletrobrás. Nesse período, a companhia passou a atuar também, por determinação legal e transitoriamente, na distribuição de energia elétrica, por meio das empresas Ceal (Alagoas), Ceam (Amazonas), Cepisa (Piauí), Ceron (Rondônia) e Eletroacre (Acre), controladas diretamente pela holding, e Boa Vista Energia (Roraima) e Manaus Energia (Amazonas), na época controladas pela subsidiária Eletronorte.

Em 2004, a nova regulamentação do setor excluiu a Eletrobrás do Programa Nacional de Desestatização (PND). Atualmente, a companhia controla 12 subsidiárias – Chesf, Furnas, Eletrosul, Eletronorte, CGTEE, Eletronuclear, Eletroacre, Amazonas Energia, Boa Vista Energia, Ceron, Cepisa e Ceal –, uma empresa de participações (Eletropar), um centro de pesquisas (Cepel, o maior do ramo no hemisfério Sul) e ainda detém metade do capital de Itaipu Binacional, em nome do governo brasileiro.
 
Presente em todo o Brasil, o Sistema Eletrobrás tem capacidade instalada para a produção de 39.413 MW, incluindo metade da potência da usina de Itaipu pertencente ao Brasil, e mais de 59 mil km de linhas de transmissão.

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